Desequilíbrio hormonal: descubra as 12 causas mais comuns
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A melatonina é muito conhecida como “o hormônio do sono”, mas muitas pessoas ainda querem entender para que serve a melatonina, porque já desconfiam que sua atuação no organismo humano vai muito além disso.
Produzida principalmente pela glândula pineal em resposta à diminuição da luz, a melatonina exerce uma variedade de funções essenciais para a saúde — muitas das quais ainda são pouco discutidas.
Se você quer entender para que serve a melatonina de maneira mais ampla e profunda, continue a leitura e descubra cinco funções surpreendentes desse hormônio.
A melatonina é um hormônio naturalmente produzido pelo corpo, sintetizado a partir do aminoácido triptofano, por meio da serotonina como intermediária.
Sua produção é controlada pelo ritmo circadiano, regulado pelo núcleo supraquiasmático do hipotálamo. Em resposta à ausência de luz, ocorre o estímulo para a conversão de serotonina em melatonina na glândula pineal, atingindo níveis máximos durante a noite.
Agora que entendemos sua origem, vamos explorar para que serve a melatonina além de promover o sono reparador.
Além de induzir o sono, a melatonina é crucial para a organização dos ritmos biológicos do organismo, como temperatura corporal, liberação hormonal e pressão arterial.
Ela atua como um “sinalizador temporal”, sincronizando funções metabólicas, endócrinas e comportamentais ao ciclo claro-escuro do ambiente.
Essa propriedade torna a melatonina fundamental para o equilíbrio corporal e para a adaptação a mudanças de fuso horário ou alterações nos padrões de sono, como acontece quando viajamos e saímos da rotina ou com trabalhadores de turnos, por exemplo.
Um dos papéis mais impressionantes da melatonina é sua função antioxidante. Ela neutraliza espécies reativas de oxigênio, protegendo nossas células contra o estresse oxidativo.
O estresse oxidativo é um desequilíbrio entre a produção desses radicais livres e a capacidade do corpo em neutralizá-los, e ele está por trás de uma série de questões como o envelhecimento, diversas doenças crônicas e, inclusive, câncer.
Além disso, a melatonina estimula a expressão de enzimas antioxidantes, como a superóxido dismutase e a glutationa peroxidase. Esse mecanismo é particularmente importante para a proteção do DNA, das mitocôndrias e das membranas celulares, contribuindo para o retardo do envelhecimento e a prevenção de doenças degenerativas.
A melatonina desempenha um papel relevante na imunorregulação. Ela pode modular a atividade de células imunes, como linfócitos T, células natural killer (NK) e macrófagos.
Sua ação pode ser descrita como biorreguladora: em situações de imunossupressão, ela pode estimular a resposta imune. É por isso que dizem que “o sono cura”!
Além disso, em condições de inflamação exacerbada, a melatonina pode atenuar a resposta inflamatória. Essa propriedade a coloca como uma potencial aliada em estratégias terapêuticas para condições autoimunes e infecciosas.
Dentro da hormonologia, a melatonina tem uma atuação fundamental na regulação do eixo reprodutivo. Em mulheres, ela influencia o ciclo menstrual por meio da modulação da secreção de gonadotrofinas (FSH e LH) pela hipófise.
Além disso, seus níveis impactam diretamente a fertilidade, especialmente em situações de desequilíbrio no ritmo circadiano, como nas pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou em casos de infertilidade relacionada à disfunção ovulatória. Há também evidências de que a melatonina pode proteger a qualidade dos óvulos contra danos oxidativos.
A presença de receptores de melatonina em diversas regiões do sistema nervoso central indica sua relevância para a saúde neurológica. A melatonina exerce efeito neuroprotetor ao reduzir a neuroinflamação, modular a formação de novos neurônios e protegê-los contra danos oxidativos.
Esses efeitos são especialmente importantes em cenários como envelhecimento cerebral, doença de Alzheimer, Parkinson e condições associadas à disfunção cognitiva.
Além disso, a melatonina contribui para a consolidação da memória e a manutenção da saúde emocional.
Entender para que serve a melatonina de forma ampla é essencial para valorizarmos sua importância além do sono.
A atuação desse hormônio sobre ritmos biológicos, sistema imunológico, saúde reprodutiva, integridade celular e proteção neurológica faz dela uma peça-chave na fisiologia humana.
É claro que, por ser naturalmente produzida na escuridão, ajustar o sono é fundamental. Mas ao pensarmos em intervenções para melhorar a qualidade de vida, envelhecer de maneira mais saudável ou otimizar a saúde metabólica, considerar a melatonina de maneira estratégica pode fazer toda a diferença.
Espero ter esclarecido um pouco mais o assunto!
Abraços,
Clarisse Rachid | MÉDICA
CREMESP 199403
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