Desequilíbrio hormonal: descubra as 12 causas mais comuns
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A tensão pré-menstrual (TPM) é uma realidade na vida de muitas mulheres.
Mudanças de humor, irritabilidade, inchaço, dor nos seios, compulsão alimentar… são sintomas tão comuns que muita gente já passou a encará-los como parte natural da vida feminina.
Mas será que sentir-se mal todos os meses é realmente normal?
Até que ponto a TPM pode ser considerada esperada e quando ela se torna um sinal de desequilíbrio que merece atenção médica?
Vamos entender.
A Síndrome Pré-Menstrual (popularmente chamada de TPM) é o conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais que aparecem na fase lútea do ciclo menstrual, ou seja, após a ovulação e nos dias que antecedem a menstruação.
Ela ocorre pela flutuação hormonal natural nesse período, especialmente com a queda dos níveis de estradiol e progesterona.
Alguns sintomas comuns incluem:
Esses sintomas geralmente surgem de 7 a 10 dias antes da menstruação e melhoram nos primeiros dias do ciclo.
Sentir-se diferente na fase pré-menstrual pode ser esperado. O corpo está realmente em transição hormonal. Mas quando esses sintomas:
… é hora de olhar com mais atenção.
O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma forma grave e debilitante de TPM, reconhecida como diagnóstico clínico.
Ele afeta cerca de 3% a 8% das mulheres em idade fértil e pode ser confundido com transtornos de humor, como depressão e ansiedade.
Os sintomas mais comuns do TDPM incluem:
A principal diferença entre a TPM e o TDPM está na intensidade, na frequência e no impacto desses sintomas.
Embora ainda não exista uma causa única para o TDPM, sabe-se que ele está relacionado a uma hipersensibilidade do cérebro às oscilações hormonais, especialmente à queda da progesterona e do estrogênio no final do ciclo.
Além disso, há uma interação importante com neurotransmissores, como a serotonina, que também sofre influência das flutuações hormonais. (Lembrando que a maior parte da serotonina é produzida no intestino, então é preciso olhar para ele também!)
Em mulheres com TDPM, o cérebro parece não conseguir se adaptar a essas variações hormonais da mesma forma que na maioria das mulheres e, por isso, os sintomas são mais severos e podem afetar muito a qualidade de vida.
O diagnóstico do TDPM é clínico, baseado em sintomas e histórico da paciente. Muitas vezes, o uso de diários menstruais ou aplicativos de ciclo ajuda a identificar padrões claros de sintomas cíclicos.
O tratamento pode incluir:
Cada mulher é única, e o mais importante é não normalizar o sofrimento recorrente.
A TPM leve é até comum. Mas sofrer todos os meses com sintomas físicos e emocionais intensos não é normal e não precisa ser a sua realidade.
Se você percebe que o seu ciclo tem tirado sua qualidade de vida, energia e estabilidade emocional, procure ajuda médica de confiança para uma avaliação mais abrangente e profunda da sua saúde.
Seu corpo está tentando te dizer algo, e você não precisa lidar com isso sozinha.
Espero ter esclarecido um pouco mais o assunto!
Abraços,
Clarisse Rachid
MÉDICA | CRM SP 199403
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